Um empresário é acusado de agredir, ameaçar e cometer atos de racismo contra duas ex-funcionárias dentro de um prédio comercial na região do Iguatemi, em Salvador. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos da confusão e de prints de publicações atribuídas ao suspeito nas redes sociais.
Segundo as denúncias, as vítimas — Mônica Freitas e Naiane Ferreira — trabalharam por cerca de um ano na empresa do acusado e relatam que, durante o período, sofreram ameaças constantes. De acordo com os relatos, o ex-patrão dizia que não aceitava que funcionárias deixassem a empresa para trabalhar em outro local e afirmava que iria se vingar caso isso acontecesse.
As agressões teriam ocorrido após as mulheres deixarem o emprego. Imagens gravadas por câmeras de segurança mostram uma briga no prédio comercial. As vítimas afirmam que foram agredidas fisicamente e ameaçadas, inclusive com participação de familiares do empresário.
Além da violência física, o homem também é acusado de racismo. Prints divulgados pelas ex-funcionárias mostram comparações ofensivas entre equipes formadas majoritariamente por mulheres negras e, posteriormente, por mulheres brancas. Em uma das publicações, ele teria comemorado o que chamou de “clareamento” da equipe, com comentários associados a estereótipos racistas.
As mulheres registraram boletim de ocorrência e o caso é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal dolosa, ameaça e injúria racial. O suspeito nega as acusações. O prédio comercial informou que irá disponibilizar as imagens de segurança para auxiliar nas investigações.
O episódio reacende o debate sobre racismo, violência no ambiente de trabalho e abuso de poder nas relações profissionais. Especialistas e entidades reforçam que racismo não é opinião, é crime, e que situações como essa devem ser rigorosamente apuradas e punidas.
