A China endureceu o discurso contra os Estados Unidos após declarações do governo Donald Trump sobre a Venezuela. Pequim acusou Washington de promover “atos de intimidação” ao exigir que Caracas rompa laços políticos e econômicos com países como China, Rússia e Irã. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que nenhum país tem o direito de forçar outro a redefinir suas alianças internacionais.
A tensão aumentou após Trump sinalizar a intenção de administrar diretamente o petróleo venezuelano e priorizar interesses norte-americanos no país, o que pode afetar empresas chinesas como Sinopec, CNPC e CNOOC, que atuam há anos na exploração de petróleo, especialmente na bacia do rio Orinoco. Para Pequim, as medidas ferem interesses estratégicos e econômicos, ampliando o conflito geopolítico entre as duas potências na América do Sul.
